junho 28, 2011

Pagando as contas.

Trabalho que fiz para uma pasta institucional que foi utilizada em um evento da Universidade Federal Fluminense. Foram solicitadas nove ilustrações, em um traço mais "Turma da Mônica", um pouco diferente do que estou habituado a fazer, que comporiam a primeira e a quarta capa da pasta, formando um painel com a história do evento.


Algumas das ilustrações que fiz, seguindo o roteiro estabelecido.


O design final da pasta, com composição do meu camarada designer profissa Gabriel Medeiros, que inseriu alguns elementos nos desenhos, como os logos da UFF e do Evento. Dos nove desenhos solicitados foram utilizados oito, porque desistiram do texto da nona ilustra. Clique na imagem para ampliar.




Fotos que tirei do produto final. A impressão ficou jóinha.





Abraço!

maio 08, 2011

THOR

Quando a aguardada adaptação do Deus do Trovão para o cinema estreou, resolvi esperar aquele tempo necessário de duas ou três semanas, nos casos de blockbusters, para que as salas pudessem estar vazias o suficiente a ponto de você assistir ao filme sem se estressar com um guri encapetado gritando feito louco ou algum fulano inconveniente que ri mais alto que o ensurdecedor audio do cinema. As semanas passaram e pude ver o filme na paz. Curti bastante, apesar de alguns detalhes que poderiam ser melhor trabalhados. Lembrando que Thor, junto com o Lanterna Verde, são os personagens de HQs que mais correm o risco de parecerem ridículos se não forem adaptados com o devido cuidado. Exemplo disso é a Ponte Arco-Íris que dá acesso a Asgard: ela é no mínimo "Hello Kitty" demais, mas até que ficou bem feita no filme. Em suma, a adaptação ficou divertida, bem dirigida e com uma trama que não deixa dormir. Um filme sincero. E, claro, tem a Natalie Portman, o que já vale o ingresso...
Já que este não é um blog de crítica cinematográfica (coisa que não tenho o menor talento pra fazer), vamos ao que interessa: A imagem que ilustra o post é um sketche do Thor feita pelo cara que renovou o guarda-roupas do deus nórdico da Marvel, o desenhista francês Olivier Coipel, gente finíssima que esteve aqui no Brasil no início do ano e participou do evento Komikong.
Repare na dedicatória.


Eu já devia ter postado aqui, mas já que o filme estava pra sair mesmo, aproveitei a oportunidade.
Agora é só aguardar a vez do Lanterna Verde.
Aquele abraço.

abril 18, 2011

PRÊMIO BARBANEGRA

Há alguns dias, foi divulgada a lista dos finalistas do PRIMEIRO PRÊMIO BARBANEGRA E RIOCOMICON DE QUADRINHOS, concurso que movimentou a comunidade quadrinhística do país. Foram mais de 400 propostas enviadas, uma porrada de páginas prontas e outras tantas de roteiros produzidas por candidatos de todos os níveis da arte sequencial tupiniquim. Do maternal até grandes mestres do traço. Fiquei sabendo do prêmio aos 47 do segundo tempo, já na prorrogação do prazo de entrega. Passei algumas noites insone bolando um roteiro - era, bem resumidamente, sobre um velho combatente do crime do Rio de Janeiro, já aposentado, que recebia um convite para gravar um documentário sobre sua vida e isso trazia à tona fantasmas do passado. O roteiro até que ficou bacana, com vinganças, assassinatos, surpresas e reviravoltas... - já que eu não tinha nada na manga para sacar. Tive que pensar em uma história fechada e suas 30 primeiras páginas, no limite estipulado pelo edital, além de produzir quatro páginas finalizadas que o concurso exigia. Seguem as ditas abaixo:




Na ordem: Páginas 1, 5, 6 e 13 da HQ.

Optei por fazer tudo o mais artesanal possível. Fiz os balões e o letreiramento à mão e abusei do branco-preto. Photoshop mesmo só para ajustar e tirar o efeito de "rabisco" nas áreas escuras. Não sei o quanto isso pesou contra ou a favor.

Enfim, escutei muito #mimimi no twitter quando foi divulgada a lista. Muitos reclamavam de nomes como Nestablo Ramos e Raphael Salimena, nomes já bem conhecidos do público. Até dá pra entender, afinal disputar com Elloar Guazzelli é covardia. Sinceramente, tentei não ver por essa ângulo. Chorar "injustiça" só é solução para os fracos. Não deu desta vez, mas dará na próxima. O negócio é continuar tentando SEMPRE.

Abraço.

abril 09, 2011

MENINO-ENXAQUECA

Mais uma do arquivo. Preciso criar vergonha na cara e produzir tiras novas...
Another old stripcomic. I need to draw new strips...

março 29, 2011

Outras pessoas normais / Another ordinary people

Mais rascunhos de pessoas normais direto na esferográfica azul. Os treinos continuam...

março 20, 2011

TIRA OLD SCHOOL

Tirinha das antigas direto do arquivo-morto. É tão old school que está até torta. Coisas de meu antigo scanner, nem pergunte...
Clique na imagem pra ampliar, como de costume.
Abraço.

março 14, 2011

Mais VAL

Minhas páginas para a HQ "Coisas pesadas que influenciam a humanidade desde...", do volume 3 da Tetralogia do muito cool personagem VAL, do roteirista Vagner Francisco. Eu já deveria ter postado aqui, mas como nunca é tarde para nada, seguem abaixo as ditas cujas:






Se você quiser ler a HQ completa balonizada e colorizada pelo próprio Vagner, acesse aqui. Vale o click. E já está no forno (ou melhor, na minha pranheta) mais uma história para o personagem. Aguarde e confie.
Aquele abraço.

março 01, 2011

O cara que desenha o Super-Homem...

Eddy Barrows é um cara bacana. E ainda por cima é um dos titulares do Super-Homem, o comic americano regular mais importante do mundo.
Mês passado ele veio ao Rio de Janeiro, na Escola Impacto, para ministrar um workshop sobre as peculiaridades da profissão de desenhista de HQs no mercado gringo. Bem elaborada e bastante explicativa, a palestra do Eddy aborda o planejamento da carreira, os primeiros obstáculos, a relação com os editores e roteiristas, e outras coisas que orbitam esse universo.

Estava presente no workshop o Carlos Rafael, desenhista de Highlander, Buck Rogers, Besouro Verde (que está bombando nos cinemas) e outros títulos da editora Dynamite.
Abaixo, a foto da perobada toda que assistiu à palestra. Eu sou o cara de roxo metendo galhos na cabeça do cara de regata.

No final do workshop, Eddy vendeu alguns originais (fui despreparado para o evento, por isso não adquiri nenhuma página. O preço estava filé!), assinou quadrinhos e avaliou portfólios. Recebi alguns elogios quando ele deu uma olhada no meu, o que dá um bom reforço positivo. E criticou também, o que também dá um bom reforço positivo e motiva a corrigir os erros.
Ainda saí de lá com um exemplar #703 de Superman autografado. A capa é do Cassaday, com arte interna do Eddy.

Como eu disse, ele é um cara bacana.

janeiro 30, 2011

Ken Parker e o Dia do Quadrinho Nacional

Hoje é o Dia do Quadrinho Nacional, uma data bastante significativa para todos aqueles que batalham seu espaço na Nona Arte Tupiniquim. Para comemorar, o excelente Ken Parker Blog promove a Semana do Quadrinho Nacional, já em sua terceira edição, que se propõe a disponibilizar no blog ilustrações do Ken Parker feita por diversos artistas.




A ideia do blog é que o desenho mostre o Rifle Comprido junto com um personagem qualquer dos quadrinhos nacionais, a critério do autor. Escolhi o Capitão Ninja, porque curto muito esse cara desde a revistinha do Pequeno Ninja, que eu comprava quando ainda era um guri. Acompanhei o Capitão até suas últimas aparições, pela Trama Editorial (nem sei se isso ainda existe), passando pela ProGames, Gamers, Dragão Brasil e suas mini-séries. Ainda tenho quase todo esse material nos confins de um armário empoeirado na casa da minha mãe.
Seria uma boa se o Cassaro desse um jeito de trazer o Capitão Ninja de volta às bancas.
Para ver a postagem no KPBlog, clique aqui. Minha intenção era colorir a ilustração, mas o prazo já estava se esvaindo e meu pc anda temperamental ultimamente. Que falta me faz um curso de manutenção de micros...

dezembro 21, 2010

X-MAS!!

Um zumbizinho jogo rápido pra fechar o ano. Que venha 2011...


dezembro 13, 2010

Mais tirinhas....

Essas são do tempo em que eu mantinha um blog de tiras, lá pelos idos de 2007.
Fazer tiras é um negócio muito louco. Você fica afiado nesse negócio de humor, fica prestando atenção em tudo a sua volta, em cada ideia que possa gerar uma tirinha, lutando contra a falta de criatividade e contra o tempo (porque quem visita um blog de tiras, volta no outro dia, e se ele não encontra uma tira nova, não volta nunca mais e você acaba perdendo um potencial leitor). Infelizmente, eu não tinha tempo nem paciência para postar uma tira nova diariamente.
Ah, o cara pescoçudo sou eu! Ou melhor, era eu em 2007.





Direto do TÚNEL DO TEMPOOO!!!!

novembro 30, 2010

VAL TETRALOGIA #3

Já está disponível para download, no site do virtuoso roteirista Vagner Francisco, a terceira edição da tetralogia do metapersonagem mais estiloso do mundo dos quadrinhos, o VAL. Como você, fiel leitor deste blog, já deve estar sabendo, desenhei a HQ "Coisas pesadas que influenciam a humanidade desde..." que abre a edição, a pedido do próprio Vagner, que já almeja ultrapassar as fronteiras da web e levar o VAL para as bancas e para as mãos dos leitores de todo o país.

VAL TETRALOGIA 3 tem 46 páginas coloridas, 4 histórias e uma prévia da edição impressa. Não deixe de baixar e curtir.
Abraço.

novembro 23, 2010

RIO COMICON 2010

Conforme prometido no post anterior, falo agora sobre o phodástico evento RIO COMICON 2010, que aconteceu semana passada na Estação da Leopoldina, aqui no Rio. Você já deve estar cansado de saber sobre a convenção, presumo até que você esteve lá (se não esteve, deu mole), mas caso isso soe grego para seus ouvidos, leia aqui uma excelente resenha escrita pelo Sidney Gusman (um cara bastante simpático, com quem conversei no evento), do Universo HQ, com análise de prós e contras que só os analistas conseguem escrever; ou leia aqui outra boa análise, escrita por Gabriel Bá, cujo estande era um dos mais procurados com filas constantes ávidas por um autógrafo ou uma foto.

Pois é, a COMICON foi ducarálho, deu pra conhecer e conversar com um monte de gente que gosta e faz quadrinhos, estar ali no meio de outros que curtem as mesmas coisas que você, falar do assunto com pessoas que não te olham como se estivessem encarando um nerd ou um gurizão que não cresceu. O melhor de tudo foi constatar a situação do mercado quadrinhístico, a realidade financeira que interessa e fazer contatos que possam gerar resultados.
Claro, num evento como esse não dá para voltar para casa com a mochila vazia:

Deu pra aproveitar bastante. Participei de uma oficina (uma das muitas disponíveis) sobre narrativa com Sam Hart, da Quanta Escola de Artes. Foi bastante interessante e proveitoso, pois, apesar de não parecer, a narrativa é o que realmente vai determinar se sua HQ é boa ou ruim. Se pecar nela, você pode desenhar como Brian Hitch, mas sua história inevitavelmente irá falhar.
O que resultou dos exercícios da oficina foi uma bizarra história de quatro páginas com acidentes de trem, homem com fator de cura à la Wolverine, ninjas assassinos e o Godzilla. Pode não parecer, mas a história tem sentido e funciona que é uma maravilha! O desenho abaixo é a minha ideia para suposta capa da hq. É só o rascunho, porque você tem que fazer tudo no susto, e não dispõe mais do que alguns minutos para desenhar cada página. Mesmo assim, não dá pra dizer que ela não tem lá o seu charme...



Além da oficina, assisti a uma interessante palestra com Jeff Newelt, o clássico editor da American Splendor, que falou sobre o Pekar Project, e um documentário chamado Malditos Cartunistas, sobre a difícil profissão de fazer cartoon (ou cartum, como você preferir).
E também conversei com um monte de gente.
Entre elas, conheci o Danilo Beyruth, pai do Necronauta, que estava lançando no evento o excelente Bando de Dois (que vendeu feito pão quente às seis da tarde e já se tinha esgotado no sábado). Mesmo sendo difícil falar com o cara, tamanho o assédio, o gente-boa desenhou essa cabeça no meu exemplar do livro. E dedicou.

Conheci uma galera independente muito massa. O Vitor Cafaggi, autor do Puny Parker e um dos desenhistas do MSP 50, por exemplo, estava lá vendendo e autografando a prévia de seu The Cute Teens and The Lame Zombies, delicioso mix de garotinhas adolescentes fofinhas com zumbis cavernosos em uma peculiar cidade americana. Não falo mais para não estragar.

Cara bastante simpático. Outro da cena independente, e morador de Niterói, Denis Mello estava lá também vendendo seu zine altamente etílico, o Saidêra. Outro cara gente-fina. Comprei dois zines dele e ganhei outros dois de brinde, além desse desenho no A4. Uma pechincha.


Participei também da mesa da Impacto Escola de Quadrinhos (infelizmente, não tenho nenhuma foto para postar aqui), junto com Carlos Rafael, atual desenhista da Red Sonja para o mercado americano, e com Paulo Siqueira, que desenha uma das revistas do Homem-Aranha para a Marvel. Conheci o Paulo por acaso, na fila de autógrafos do Manara (o cara veio de São Paulo só pra isso) e conversei bastante com ele. Seu portfólio impressiona. Desenha muito. Não é à toa que está onde está.
Na mesa da Impacto, pedi logo um Homem-Aranha de uniforme negro para ele. Se liga no capricho:

Teve muito mais coisas, mas fica para outra hora.
Como eu disse lá no começo, a RIO COMICON 2010 foi ducarálho. Espero que não fique só nessa edição, e que ano que vem tenha mais. Como alguém já escreveu, é de eventos desse porte que o cenário nacional de quadrinhos precisa.
Fui.

novembro 19, 2010

TRABALHA, ESCRAVO!!

Ando meio desleixado com o blog, mas é por uma boa causa. Resolvi turbinar meu portfólio de HQ, e isso anda tomando todo o meu tempo. Quem desenha sabe o trabalho de senzala que dá...

Essa página é para um teste que estou fazendo, a passos de cágado velho. Quando acabar, posto tudo aqui. E em breve, no site do Vágner Francisco, a história que desenhei para o personagem Val, em Val Tetralogia 3. Não deixe de ver.
Outra coisa: no próximo post, comento minha visita na sensacional RIO COMICON 2010.
Aquele abraço.

outubro 19, 2010

CORUJÃO!

Inspirado pela bela animação A Lenda dos Guardiões, rascunhei uma coruja (essa ave misteriosa que assusta os outros à noite com seus sons sinistros) com esferográfica azul no caderno de esboços.

Desenhar diretamente com a caneta é um excelente exercício de domínio de traço. Uma vez rabiscado, não dá pra apagar nem refazer nada. Isso força você a prestar mais atenção nos detalhes antes de traçar, além de desenvolver a confiança manual. O resultado nem sempre agrada (no meu caso, quase nunca), como no desenho aí de cima, mas acho importante postar aqui também as derrotas.